quinta-feira, 12 de abril de 2012

O que vejo?



Estava aqui analisando, tentando fazer uma cara de quem pensa muito...


Tentando juntar as peças, dando uma volta para o passado, presente, futuro...


E...
Eu o vejo confiante, ele é um daqueles que agente tenta ser igual, a casca é resistente, brilhante, admiro e respeito.


Algo lá no escuro, onde ninguém conhece e nem pode entender, tinha alguém deixando cair gotas despercebidas.
Traçou caminhos diferentes,lançou a sorte ao vento, defendeu a sua base como ninguém, e se sustentou em cima e confiante. O Caminho e obstáculos faz de nós quem somos.

Não sei o que pensa a respeito do vínculo que tem, sempre distante,as vezes ausente pela culpa do tempo. A distância nos transforma a ponto de nos deixar insensíveis.
O que eu podia ver antes era essa amizade, igual desse desenho, mas tudo acabou, era apenas um sonho, um colapso, um leve sonho do cochilo. Não sei se é saudade, ou não evolui. A minha infância vive comigo ainda, acredito.

O que quero resgatar? a inocência,  pureza de criança, ou o convívio do passado?
Carrego aquela imagem comigo.
Agora tudo que tento entender, ou não entendo, recebo de forma apertada, dilacerante, engolindo desconfortavelmente, e enganando a mim mesma na esperança que haja uma mudança.

 Qualquer pronúncia é uma brecha, brincadeiras já não soam como antes, palavras são ofensas ou mal interpretadas.

Nessa época não havia o que existe hoje, mas levo sempre comigo como lembrança.

O que vejo agora? são as perguntas de todos os dias, martelam na minha cabeça.

Todos estão aptos a errarem, mas, não perdoar é deixar para atrás 
algo que um dia considerava importante, ou acreditava ser.
Em quanto houver vida, haverá o caminho que nos levará de volta pra casa.